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Esposa de pastor da Igreja Zion é presa na China e fica separada dos filhos pequenos

Uma mãe de duas crianças pequenas está entre os oitos membros da Igreja Zion que ainda estão presos, na China. Wu Qiuyu, de 37 anos,...

Esposa de pastor da Igreja Zion é presa na China e fica separada dos filhos pequenos
Esposa de pastor da Igreja Zion é presa na China e fica separada dos filhos pequenos (Foto: Reprodução)

Uma mãe de duas crianças pequenas está entre os oitos membros da Igreja Zion que ainda estão presos, na China.

Wu Qiuyu, de 37 anos, é esposa do pastor Yang Jun, e mãe de uma menina de 2 anos e de um menino de 3 anos.

Ela foi presa pela polícia chinesa em sua casa na frente dos filhos, em 10 de outubro de 2025, durante uma grande operação quando 30 membros e líderes da Igreja Zion – incluindo o pastor fundador Ezra Jin Mingri – foram detidos em várias cidades do país.

"Minha esposa, no começo, não estava em uma lista para ser presa. Ela está carregando esse fardo por mim, porque agora estou fora da China e continuo servindo à igreja. Eu disse a ela: ‘Você está carregando minha parte do sofrimento. Somos um só porque somos casados, então você está levando uma parte por nós dois’”, afirmou o pastor Yang, em entrevista recente à China Aid.

(Foto: Reprodução)
Wu Qiuyu. (Foto: China Aid).

O líder contou que, quando sua esposa foi presa, ele estava em uma viagem ministerial na Coreia do Sul.

“Antes disso acontecer, alguns crentes do nosso distrito foram abordados pela polícia. Eles se recusaram a cooperar e nos contaram o que havia acontecido. A partir disso, eu sabia que a polícia estava procurando provas contra a Igreja Zion, e acreditava que eles eventualmente me prenderiam. Eu já tinha me preparado para essa possibilidade e até conversei com minha esposa sobre isso”, revelou Yang.

“Mas quando aconteceu, eu estava no exterior. Então, a polícia ligou para minha esposa e perguntou se eu estava em casa. Ela disse que eu não estava mais na China, mas eles chegaram na minha casa e mudaram a prisão para minha esposa”.

Preocupações com saúde mental

Segundo o pastor, Wu tinha pouco envolvimento com o trabalho ministerial da Igreja Zion porque se dedicou a cuidar dos filhos nos últimos anos.

“Além disso, minha esposa já precisa de medicação há muito tempo para uma condição de saúde mental. Essa é a maior preocupação da nossa família. Desde que ela foi detida, nosso advogado já enviou pelo menos três pedidos de liberação, mas todos foram rejeitados”, relatou.

O pastor Yang permanece na Coreia do Sul e as duas crianças estão sendo cuidadas pela avó. 

“Membros da nossa igreja visitam toda semana para ajudar a cuidar deles porque estou fora da China. Não posso ficar com eles. Faço videochamada para eles quase todos os dias. Às vezes perguntam: ‘Quando mamãe e papai vão voltar?’, ‘Por que sempre é o pai ligando?’”, disse.

 
 
 
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Sem contato

“É muito difícil para mim porque minha esposa é minha companheira. Ela é o laço que mantém nossa família unida. Nossos dois filhos pequenos dependem muito dela. Tem sido muito difícil para ela viver longe deles”, acrescentou.

Na prisão, Wu enfrenta um ambiente hostil e não pode manter contato direto com o marido. “Seu estado mental não estava bom quando ela entrou pela primeira vez. Depois de um tempo, ela se adaptou um pouco. Ela também não tem direito de ler livros nem a liberdade de escrever cartas quando quiser”, denunciou Yang.

“É proibido fazer uma chamada de vídeo ou qualquer ligação. Só posso enviar mensagens para ela através do advogado dela”.

Igreja perseguida

(Foto: Reprodução)
Os oito cristãos da Igreja Zion que ainda estão na prisão. (Foto: China Aid).

Os oito líderes e membros da Igreja Zion que continuam presos estão enfrentando acusações mais graves. Segundo a China Aid, os promotores avançaram com processos contra os cristãos, com novas acusações de "operações comerciais ilegais" e "fraude".

A Zion foi fundada pelo pastor Mingri em 2007 com apenas 20 membros. Com o tempo, a congregação cresceu para aproximadamente 10 mil fiéis em 40 cidades, tornando-se uma das maiores redes de igrejas domésticas do país.

Em setembro de 2018, a igreja foi proibida pelo governo após resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim. Desde então, muitas de suas filiais foram investigadas e fechadas.

Pedido de libertação

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu a libertação dos líderes e afirmou que "essa repressão demonstra ainda mais como o PCC exerce hostilidade contra os cristãos que rejeitam a interferência do Partido em sua fé e optam por adorar em igrejas domésticas não registradas".

O ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo também emitiram declarações condenando as prisões.

Pastores e congregações domésticas na China e nos EUA também têm pedido a libertação dos detidos.

A China ocupa o 17° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.