Cristão é morto após beber água de muçulmanos em fábrica de tijolos no Paquistão
Um cristão que trabalhava em uma fábrica de tijolos foi brutalmente morto por um colega muçulmano, no Paquistão. De acordo com a Int...
Um cristão que trabalhava em uma fábrica de tijolos foi brutalmente morto por um colega muçulmano, no Paquistão.
De acordo com a International Christian Concern (ICC), Sadique, de 39 anos, estava trabalhando sob o sol escaldante do verão na cidade de Pattoki e enfrentando o calor dos fornos que queimam os tijolos, recentemente.
Sentindo muita sede após empilhar tijolos, Sadique bebeu a água do bebedouro mais próximo. O bebedouro pertencia a alguns de seus colegas muçulmanos.
Um dos muçulmanos, chamado Ahmed, confrontou Sadique, afirmando que ele não podia beber a água deles porque era cristão e "contaminaria" a bebida.
Os dois homens começaram a discutir, os outros colegas acalmaram a situação e disseram para Ahmed se afastar.
Achando que o conflito havia terminado, o cristão se sentou novamente e bebeu mais água. Entretanto, Ahmed voltou com uma faca e atacou o cristão por trás, cortando sua garganta.
Sadique não resistiu aos ferimentos e morreu, deixando sua esposa e quatro filhos. "Meu marido só foi trabalhar para ganhar a vida para sua família. Ele não sabia que eles tirariam a vida dele só por beber água do bebedouro deles”, disse a viúva, em lágrimas, ao International Christian Concern.
A polícia local prendeu Ahmed rapidamente após o assassinato. As autoridades se comprometeram em fazer justiça para a viúva do cristão.
"Enquanto a comunidade ora por justiça para sua família, também estão sendo feitas orações para que Deus mude a mente desses indivíduos religiosamente rígidos que não sentem remorso em tirar uma vida humana por um copo de água”, declarou um assessor do ICC.
Para a International Christian Concern, o assassinato de Sadique é um exemplo de como os muçulmanos no Paquistão desprezam os cristãos e os tratam como “intocáveis”.
Cristãos explorados
Muitas famílias cristãs são submetidas ao trabalho análogo à escravidão em fábricas de tijolos (olarias), no Paquistão, por dívidas antigas de seus antepassados, uma prática chamada de peshgi. Esse tipo de exploração é ilegal desde 1992, mas ainda acontece no país.
Os donos de olarias se oferecem para pagar as dívidas em troca de trabalho manual. Eles concedem empréstimos a estas famílias, sabendo que terão dificuldade em pagar as dívidas.
Como resultado, muitas famílias são forçadas a trabalhar em regime de escravidão para quitar as dívidas, em um ciclo interminável que dura gerações.
"Por meio de altas taxas de juros e contabilidade fraudulenta, eles nunca saem das dívidas. Você tem netos pagando as dívidas de seus avós; é escravidão intergeracional”, explicou a missão Uncharted Ministries
Segundo a missão, a comunidade cristã no Paquistão está vulnerável à exploração dos proprietários de olarias.
"Não tínhamos ideia dos níveis épicos de escravidão e sofrimento dos cristãos no Paquistão. Existem 20.000 olarias que escravizam até 2 milhões de cristãos”, enfatizou.
O Paquistão manteve sua posição em 8° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas, que identifica os lugares mais difíceis para os cristãos viverem.